Nos registos paroquiais portugueses do final da primeira metade do século XIX, a doença mental era frequentemente descrita de forma vaga e estigmatizante. Um exemplo emblemático é o caso de Maria, registrada como “douda de nascença” em Isna, Oleiros (1848).

Mas o que significaria, concretamente, o termo “douda” nesse contexto? Estaríamos perante:
A verdade é que, sem descrições mais detalhadas, essas designações históricas permanecem enigmáticas. O termo “douda” reflete menos uma diagnose médica e mais uma percepção social da diferença, comum numa época em que a psiquiatria ainda dava os primeiros passos em Portugal.